What? Sim, parece que aqui o vosso “amigo” Jimmy the Kid aka Papa Het ingressou neste grande site. Muitos se podem questionar sobre o porquê de abandonar (por uns tempos) o melhor blogue de wrestling da comunidade, Wrestling Notícias, mas na verdade apenas posso garantir que estava a precisar de uma nova experiência na comunidade. Só assim é que podemos aprender mais algumas coisas sobre a modalidade, certo? Pois bem, propus ao Salvador o meu ingresso neste blogue, coisa que foi prontamente aceite pelo mesmo. Mas vamos ao que interessa. Estou aqui para inovar, causar impacto. É esse o meu objectivo. Sei que já não há muito para ser feito na comunidade em termos de espaços “novos”, mas decidi tentar uma abordagem um pouco diferente. Pode ser que “cole” com os leitores, uma vez que uma das partes fundamentais do meu espaço irá ser a interacção com os mesmos. Claro que não deixo de parte o meu texto de opinião, mas pensei “criar” um conceito bastante engraçado: Questões ao redactor. O que é isso? Bom, todas as semanas irei responder a perguntas (hipoteticamente) lançadas pelos leitores deste blogue. É fundamental que o vosso contributo seja dado, pois só assim esta parte do meu espaço conseguirá ter “futuro”. Sem mais demoras, e como não vos quero tomar mais tempo com introduções, passarei ao meu texto.
Desde muito cedo que ficou pré-estabelecido por Vince McMahon que a WWE (WWF na altura) iria ser uma empresa inovadora, algo que quebraria todas as fundações pré-concebidas do pro-wrestling. O sucesso desta companhia deve-se, sem dúvida, ao facto de Vince sempre ter apostado em “isolar” o seu produto, tornando-o em algo exclusivo, algo que não se encontrasse ligado aos dogmas existentes neste negócio. Primeiro passo? Capitalizar o nome, popularizando-o nos EUA, e, de seguida, internacionalizando o mesmo. Muita gente crítica um dos maiores lutadores da história da modalidade, Hulk Hogan, pelo seu pseudo-monopólio no que concerne a títulos e oportunidades. Aliás, está bem patente que o mesmo consegue ser um c*brão quando quer. No entanto, e aqui é que está o cerne do negócio, Vince teve uma visão inacreditável ao tornar este senhor no que ele é hoje. Independentemente do que o “Immortal” possa dizer, o “nosso” McMahon preferido sempre soube aguentar bem o barco em tempos de crise. Teve visão, fez de Hulk o nome sonante que ele é hoje. O mérito é repartido, pois se uma das partes tem de saber encontrar o talento, a outra tem de ter esse mesmo talento e aplica-lo da melhor forma. Outro exemplo que posso dar é o da Attitude Era. Quando o barco se encontrava prestes a virar, qual Poseidon depois de atingido por um tsunami, VKM conseguiu dar aquele “edge” necessário para barco regressar a bom porto, são e salvo. A inovação que foi patenteada nesta era, a minha preferida em termos de entretenimento, foi tão grande que ainda hoje em dia é pedido por muito “boa gente” um regresso aos tempos de “sex, promos and wrestling”. Mas vamos prosseguir com a trama, não quero cair numa fatal redundância.

Hoje em dia a World Wrestling Entertainment já não é apenas uma empresa de wrestling, como o nome poderia indicar, mas sim um negócio vivo, algo complexo e que envolve algumas ramificações. O exemplo máximo talvez seja a popularização dos CD’s com músicas dos nossos lutadores “preferidos”. Quem mais se lembrou/popularizou essa ideia desta forma? Que eu me lembre, ninguém. Mas não importa, é uma importante fatia do grosso de lucros que entra para os cofres de Vince e, numa instância final, para os cofres da companhia. Querem outro exemplo de uma expansão nunca antes vista? WWE Films. Esta é uma subsidiária que promove a realização/comercialização de filmes envolvendo os lutadores mais carismáticos da companhia. Afinal uma boa “superstar” é aquela que sabe representar, aquela que “vende o peixe” da forma mais eficiente. Assim muitos lutadores conseguem camuflar os seus estilos mais “clássicos” em ringue, como é o caso de John Cena ou, dando um exemplo mais antigo e ainda mais popular, The Rock. Acham que ele tinha o nome que tem hoje se não fossem as suas fantásticas mic skills e o seu carisma de fazer inveja ao parceiro do lado? Nunca! Mas foi preciso ter olho, e mais uma vez Vince esteve presente. Não me vou alongar, apenas vou dar um exemplo para procurarem: Rocky Maivia. Bastou uma mudança de personagem para este senhor se tornar um grande. O resto? Façam o vosso trabalho de casa. Agora, e regressando ao tema, que mais exemplos vos poderia dar? Alguns, mas penso que o sumário de conteúdos está bem patente nesta pequena análise. Vou prosseguir com o tema.
Claro que nem tudo é um “mar de rosas”. Questionam-se “porquê?”, e eu respondo. Falta de ética profissional parece ser um dos problemas que apoquenta este senhor, pelo menos em algumas situações. Tudo bem que tem um negócio que necessita de ser protegido, mas no fundo existem coisas que poderiam ser evitadas, ainda que nem tudo seja culpa dele. Sabem que tipo de evento provavelmente despoletou o “Montreal Screwjob”? Dou-vos um nome: Medusa. Esta lutadora “saltou de barco” para a WCW e levou o título com ela, tendo posteriormente deitado o cinto de campeão feminina no lixo, no show da sua nova companhia. O que é que Vincent fez? Tomou precauções e fez o que se sabe. Ainda assim não pode ser descurado que a culpa do “Screwjob” Canadiano fosse culpa total dele, uma vez que Bret Hart tentou utilizar o seu “nome” na companhia para conseguir o que queria, que era não perder o título perante os seus fãs, no seu país. É caso para dizer que se lixou e acabou por ajudar na criação de uma das maiores rivalidades de sempre neste “mundo”, algo que só parece ter ficado sanado este ano. Foram quase 13 anos de “hate” pela falta de profissionalismo de algumas pessoas, entre elas o patrão de uma companhia. Não é exemplo a dar. Para concluir este capítulo quero deixar um dos ultimos exemplos que se conhecem sobre casos extremos de “dualidade”. Chris Jericho e Shane Helms meteram a “pata na poça”. Não há aqui eufemismos. Destino? Título mundial e desemprego, respectivamente. How so? Bom, é caso para dizer que o negócio pode perder um lutador de undercard, mas nunca um dos seus melhores activos, tanto a nível de reconhecimento como de merchandising. Até se compreende, mas não deixa de ser uma falha gritante.

Para terminar este desenvolvimento deixo o exemplo máximo de inovação num tempo em que tudo já foi feito. NXT? Sei que já falei desta brand, mas na verdade ainda não expressei o reconhecimento que não lhe foi dado e lhe é merecido. Pode parecer um pouco ridículo misturar wrestling com um reality show, mas não podemos dizer que ambos os termos até podem ser intimamente ligados? A NXT é a resposta. Conseguem tentar revitalizar algumas carreiras, fazer esquecer um aberrante show “extreme” (aquilo era tão hardcore como “soft porn”, se é que me entendem) e lançar novos talentos sem ter de os fazer passar por morosos processos de credibilização. Já viram bem o pop que o Daniel Bryan recebeu no primeiro show? Já viram quão “over” ele ficou com o público depois de levar aquela “coça” do Miz? Pois é, nem sempre uma vitória é sinónima de credibilidade. O Steve Austin deve a sua carreira a uma derrota com o Bret Hart. Ainda não tive oportunidade de ver o show, e talvez nem o veja esta semana, por isso não irei opinar sobre o desenrolar dos acontecimentos. Peço desculpa caso alguma incoerência surja nestes parâmetros. Em jeito de somatório, e como o tema não se encontrava explícito na introdução deste texto, penso que o “nosso” VKM é uma mente brilhante no negócio. Conseguiu sair da alçada da NWA e tornar a sua companhia num standard mundial. Não há grande coisa que possa ser dita sobre factos, mas é inegável que, respeitem ou desrespeitem o homem, condenem ou apoiem as suas decisões, ele sempre soube como vender o seu produto e capitalizar o máximo do mesmo.
Para fechar este primeiro capítulo peço aos leitores que deixem uma e só uma questão (cada) sobre pro-wrestling, e que me questionem sobre um certo assunto que gostassem de ver respondido pela minha parte. Nunca se sabe que respostas irão obter. Agora não façam com que esta ideia seja uma espécie de “fail”, colaborem, pois tanto este blogue como a comunidade em geral precisam de um salto para conseguir estabilizar e manter o seu valor informativo/opinativo. Para a semana regresso com mais um texto, espero que tenham apreciado esta (extensa) estreia aqui no PTW. Fiquem bem.
Up the Irons |m|








Bem caro, Jimmy Het (lol) tens aqui um grande texto. Sinceramente eu adoro teu espaço em qualquer blog que seja e atrevo-me a dizer que és dos 5 melhores da comunidade. Não sei ao certo o que me fascina nos teus artigos (talvez seja a leitura não-cansativa, dinâmica; talvez a linguagem;…), mas tenho de convir que, ainda tendo esta dúvida, tenho a certeza de que a cada semana vem um novo ótimo deles.
Vou te colocar numa situação constrangedora (sei que alguns putos podem vir me criticar, mas pronto):
“Pensas que com a mudança da TNA para a segunda-feira ocasionará numa alternância na mentalidade de Hulk Hogan enquanto booker ? Se sim, quais?”
P.S. É uma pena “perder-te” no WN.
Grande texto. Sinceramente, este artigo é fabuloso. Bem-vindo e que fiques por muito tempo. A minha pergunta:
Será que o Impact vai conseguir, a curto prazo, equilibrar os ratings com a Raw?
Grande artigo, grande estreia aqui no PTW! ;D
Grande artigo, eu falo tanto em tamanho como em qualidade XD.
(gostei no fim da “publicidade” aos iron maiden)(tambem sou fa)
Up the Irons