Olá a todos. Com o evento Strikeforce Miami a realizar-se amanhã e com a UFC 109 no horizonte, vamos falar esta semana no actual campeão Lightweight da UFC, BJ “The Prodigy” Penn. É uma espécie de Biografia que aqui vos deixo…
BJ nasceu em Dezembro de 1978 em Kailua, no Havai. Aos 17 anos decidiu começar a treinar Jiu-Jitsu Brasileiro, com um vizinho que dava lições nessa arte marcial. Demonstrando interesse e boas capacidades para a prática de BJJ (nomeadamente uma grande capacidade de flexibilidade, principalmente ao nível das pernas) começou então a treinar em 1997 com Ralph Gracie. Eventualmente mudou-se ainda para a equipa Brasileira Nova União, onde alcançou a faixa preta em BJJ, que lhe foi atribuida pelo famoso André Pederneiras.

Algumas semanas depois competiu no Campeonato do Mundo de Jiu-Jitsu Brasileiro, no Rio de Janeiro. Estavamos então em 2000 e BJ Penn sagrou-se campeão mundial, na sua categoria de peso e ao nível de faixa preta… com apenas cerca de 3 anos de treino. Isto e o facto de ter sido o primeiro não Brasileiro a sagrar-se campeão do mundo em BJJ valeu-lhe a alcunha de “The Prodigy” (“O Prodígio”).
O mundo MMA estava a olhar e Dana White convidou BJ para competir na UFC. Para se tornar num lutador mais completo, para além do seu BJJ, começou a treinar striking com o seu treinador de longa data, Rudy Valentino.
Em 2001 estreia-se na UFC de forma espectacular, com 3 vitórias consecutivas por KO no primeiro round, incluindo uma vitória em 11 segundos sobre Caol Uno, um lutador bastante respeitado. Esta estreia auspiciosa valeu-lhe um combate para o título Lightweight (na altura a UFC ainda não tinha tantos lutadores como hoje em dia, era mais fácil obter um combate para o título). Na UFC 35 enfrentou então o campeão Jens “Little Evil” Pulver, que viria a ser um dos seus maiores adversários. O combate foi uma guerra de 5 rounds mas Pulver acabou por ganhar a decisão dos juízes, em boa parte porque a forma física de BJ traíu-o nos últimos rounds.
Entretanto Jens saíu da UFC (na altura, o mercado de MMA no Japão era superior ao mercado Norte-americano) e o título Lightweight ficou livre. A UFC decidiu fazer um mini-torneio com 4 lutadores Lightweight para decidir o novo campeão. Chegando à final do torneio, BJ enfrentou novamente Caol Uno (o tal que tinha derrotado anteriormente em 11 segundos). Desta vez Uno foi mais cauteloso e o combate para o título teve um resultado final que é raro em MMA… um empate! No final da UFC 41 a organização ficou com um problema nas mãos: não tinha campeão. Em vez de tentarem fazer um novo combate entre Penn e Uno (que teria sido o mais sensato, na minha opinião) decidiram, ao invés, “congelar” o título Lightweight.

À espera de decidir o seu futuro, os seus próximos passos, BJ lutou no Havai, na organização Rumble on the Rock (organização promovida pelo seu irmão), perante Takanori Gomi. Este foi, sem dúvida, um dos maiores combates da sua carreira; Gomi era um lutador temido da organização Shooto e viria a ser campeão Lightweight de PRIDE FC. Penn venceu por mata-leão. Interessante é o facto de que a UFC contratou Takanori Gomi há poucas semanas, havendo a possibilidade de um rematch entre BJ e Gomi para breve. Esperemos que sim.
Na UFC, e perante o impasse na situação do título Lightweight, BJ propôs subir de peso (para a divisão Welterweight) e lutar para o título, face ao campeão Matt Hughes. “Está maluco”, foi o que todos pensaram. Hughes era então considerado um dos campeões mais dominantes da história do desporto, com 13 vitórias consecutivas, incluindo demolições recentes sobre lutadores como Frank Trigg, Sean Sherk, Carlos Newton e “Mach” Sakurai. Ou seja, não só Matt Hughes era considerado um campeão imbatível, como ainda por cima BJ Penn teria que subir de peso para o enfrentar; Hughes considerou essa atitude um perfeito desrespeito. Mas a verdade é que Hughes tinha praticamente esvaziado a divisão Welterweight e, perante as continuadas insistências de BJ, Joe Silva decidiu atribuir-lhe o title shot.
Na UFC 46, e com apenas 23 segundos de combate o choque estava-se a materializar: Penn e Hughes estavam no chão e BJ estava nas costas do então campeão, com ambos os ganchos. Trabalhando para conseguir o estrangulamento por mata leão, BJ eventualmente conseguiu encaixar o mesmo e tornou-se campeão no final do 1º round. Beijou Matt hughes na boca (!!!!!!) e tornou-se campeão Welterweight da UFC. Já que não se conseguiu sagrar campeão Lightweight, conquistou o título Welterweight contra todas as previsões.

Nesta altura, e como referi atrás, MMA no Japão significava a presença de mais e melhores lutadores, bem como mais dinheiro, em relação à realidade nos EUA. É assim que Penn decide abandonar a UFC e deixar o título Welterweight para trás (mais uma batata quente que a UFC teve que resolver), rumando ao Japão.
No evento K-1 Romanex (o primeiro evento totalmente MMA organizado pela K-1), em 2004, Penn rapidamente finalizou “Bang” Ludwig com um katagatame; nem sequer levou um murro. Bateu dois Gracies (Renzo e Rodrigo) e perdeu por decisão contra Lyoto Machida. Sim, não é um engano, BJ lutou contra Machida, o actual campeão Light Heavyweight da UFC (que na altura, ainda por cima, lutava na categoria Heavyweight). Aliás, tenhamos em conta que BJ tem um interesse particular em lutar contra adversários mais pesados.
Em 2006, 2 anos depois de ter abandonado a UFC, regressou novamente a essa organização. A sua forma física traíu-o em 2 combates consecutivos: perdeu contra Georges St. Pierre (por decisão “split” dos juízes) e contra Matt Hughes (por TKO). Era então a vingança de Matt Hughes, novamente campeão Welterweight, pela derrota anterior na UFC 46.
O talento de BJ nunca esteve em causa mas a sua dedicação aos treinos, o seu treino físico, eram pontos de interrogação que se tornaram ainda mais relevantes perante estas 2 derrotas consecutivas. Penn começou ambos os combates em vantagem mas foi-se nitidamente abaixo em termos de “gás”, à medida que os minutos foram passando.

2007 chegou com um novo desafio: um convite para participar na 5ª season do Ultimate Fighter, enquanto treinador. No final da season iria enfrentar o treinador adversário… que era nem mais nem menos do que Jens Pulver, o antigo campeão Lightweight. Penn e Pulver desenvolveram uma intensa competição durante todo o programa e, no final da season, BJ conseguiu vingar-se da derrota de 2002, facilmente derrotando Jens Pulver por mata-leão.
Mantendo-se na categoria Lightweight, a sua categoria natural de peso, BJ ensanguentou (literalmente) e derrotou Joe Stevenson, combate que lhe valeu o título Lightweight. Parecendo que não, Penn tornou-se nessa UFC 80 o segundo homem na história da UFC a conseguir conquistar títulos em 2 categorias de peso diferentes (o outro lutador a conseguir esse feito é Randy Couture).
Dominou o anterior campeão Sean Sherk (finalizou-o com uma joelhada de outro mundo) como primeira defesa do cinto. Antes de defender novamente o título teve um combate de “campeão contra campeão”, o famoso “combate da vaselina”, que perdeu contra St. Pierre na UFC 94. Mas, aparentemente, na divisão Lightweight está de pedra e cal, ao defender o seu título perante Kenny Florian e Diego Sanchez, finalizando ambos.
BJ é, neste momento, o campeão Lightweight da UFC, com 3 defesas de título com sucesso, e aguarda novos desafios nessa categoria, mas sempre de olho na categoria Welterweight (fala-se num potencial rematch com St. Pierre). Pelos seus últimos combates temos visto que a sua disciplina de treino tem melhorado consideravelmente (a sua forma física está, aparentemente, melhor do que no passado), o seu boxe é do melhor que há em MMA e em relação ao seu BJJ acho que não precisamos de falar.
Até para a semana!






Awesome!!!!!!!!
Parabens msm, e q grande carreira tem BJ Penn
e q venha o GSP dnovo