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Review: The Bash

O The Bash já passou e até não foi um mau PPV. Houve surpresas, regressos, equipas inesperadas e três mudanças de título. Tivemos combates bons, emotivos, surpreendentes, mas nem tudo foram rosas. Também houve aspectos menos positivos. Tudo sobre o último evento da WWE na continuação do post.

Apesar de começar a celebrar o meu dia de aniversário, lá estava eu, como muitos de vocês, à espera de assistir a mais um PPV da WWE, desta vez, o The Bash. Há alturas em que dizemos que valeu a pena ficar acordado até às 3 e 4 da manhã para assistir a um show em directo e esta foi uma delas. Embora para mim não o tenha sido pois adormeci a meio mas se tivesse visto tudo daria o tempo por bem dispensado. Sim, é certo que esperava um pouco mais de combates como o de CM Punk com Jeff Hardy ou o próprio 3 Stages of Hell mas num balanço geral foi um evento agradável. Sobretudo porque tivemos variedade, coisa que não havia há algum tempo. Houve um combate de divas por um título, houve surpresas na divisão tag team, houve mais combates que não ‘singles’. Foi um PPV equilibrado e que valeu por isso.

ECW Champion Tommy Dreamer venceu Christian, Jack Swagger, Mark Henry e Finlay
(ECW Championship – Scramble Match)

Este foi o combate de abertura da noite e foi também o primeiro pequeno flop para aquilo que eu ansiava de alguns combates. Depois dos Scrambles que vimos no Unforgiven do ano passado esperava muito mais deste. Tommy Dreamer, esse, manteve o título como eu previa, mas o final do combate foi pouco surpreendente face às inúmeras potencialidades que havia. Porque não Tommy fazer a cover que lhe garantisse o título mesmo no final? Não vos empolgaria mais do que ver todos ao molho e a certeza (a 20 segundos do final) que já não haveria mudanças?

Quanto ao combate em si foi mediano, surpreendeu-me a agilidade de Mark Henry (há muito que não o via fazer aquilo nas cordas), vi um Christian talvez um pouco apagado (foi o único que não foi campeão provisório) e vi um Swagger bem oportunista, tendo conseguido por duas vezes a cover.

 

Rey Mysterio venceu Chris Jericho
(Novo Intercontinental Champion – Mask vs Title Match)

Eu sei que muitos aguardavam ver Mysterio perder a mascara, até porque a contratação de Dos Caras Jr. poderia potenciar isso. Eu era, efectivamente, um deles, mas ficou ainda mais satisfeito com a forma como a WWE arranjou para Rey ganhar o combate. A WWE evitou o facilitismo do DQ (em que nem um nem outro perderiam as suas ‘coisas’) e preferiu dar outro destino a Jericho, fazendo-o perder o título de uma forma original. “Olho por olho” é a expressão que me vem à cabeça agora. A máscara foi a ‘queda’ de Mysterio no Extreme Rules e no The Bash foi o presente envenenado para o Y2J. É verdade que foi um reinado bastante curto (mais um) mas, pensem no lado positivo, não serão emocionantes os próximos programas da Smackdown com Edge e Jericho juntos?

Dolph Ziggler venceu The Great Khali
(No DQ Match)

A WWE tem sempre alguma coisa na manga (ou quase sempre) e este combate, afinal, tinha uma razão de ser. Kane está de volta. O Big Red Machine interrompeu o combate quando Khali estava por cima e atacou com uma cadeira o Big Friendly Giant. Ziggler, claro, aproveitou o facto para ganhar a contenda com o pin mais fácil da sua carreira, ironicamente contra uma das superstars mais difíceis de ‘tombar’.

Estão assim abertas hostilidades na Smackdown, com uma ‘mega’ feud a caminho entre estes dois gigantes.

 

Edge e Chris Jericho venceram Carlito/Primo e Legacy
(Novos Unified Tag Team Champions – Triple Threat Match)

Será possível? A WWE vai juntar Jericho e Edge para uma tag team que só pode ser de sucesso? Iremos nós voltar a ter uma grandiosa equipa a reinar nas terras de Vince? Teddy Long deu o mote (pressionado é claro) e adicionou a surpresa ao combate. Edge e Jericho formaram equipa contra os campeões Carlito e Primo e contra os nrº1 contenders Cody Rhodes e Ted Dibiase numa Triple Threat Match e, só por isso, já se adivinhava que ganhassem os títulos. Foi o que aconteceu. Era aguardada a vitória dos Legacy, para trazer mais ouro à stable de Randy Orton mas Vince não pára e voltou a deixar-nos de boca à banda ao juntar os dois canadianos no combate. Vêm aí grandes novidades na divisão Tag Team ou brevemente os títulos voltarão para os midcarders?

Michelle McCool venceu Melina
(Nova Women’s Champion)

Que bom ver divas a lutarem num PPV. Melhor ainda quando há título em disputa. Não foi um combate emocionante, longe disso, mas é de saudar que a WWE coloque as divas a fazerem mais do que passearem os seus lindos traseiros e frontispícios deslumbrantes pelos shows todas as semanas. Há que dar emoção na divisão feminina, como nos tempos de Trish, Lita, Ivory ou Victoria. Este foi um bom começo e a previsível vitória de Michelle, que se confirmou, trará mais competitividade agora. Melina cedo começou a perder o equilíbrio do combate, com Michelle a aproveitar o joelho lesionado da adversária e o faith breaker (qual AJ Styles) decidiu o combate.

Jeff Hardy venceu CM Punk por DQ
(World Heavyweight Championship)

Desiludiu-me este combate. Não, não sou um daqueles fãs fervorosos que só vê Jeff Hardy à frente e que o quer ver sempre no “top of the moutain”. Por mim, o Jeff até poderia ter mesmo conquistado o título que o combate seria, igualmente, uma desilusão.

Talvez o facto de ser um simples single, sem uma estipulação adicional que lhe conferisse algum entusiasmo, tenha condicionado os índices de qualidade mas, e como bem sabemos, já houve grandes combates sem, necessariamente, ser um combate ‘especial’. Para mim, este foi uma desilusão, e valeu apenas pelo final. Aos poucos quase adormecia ao vê-lo (e eram 6 da tarde).

No final, engraçada a forma como Jeff não ganhou (as leis existem e são para serem cumpridas lol) e como CM Punk manteve o título ao desqualificar-se mas de uma forma não declarada que o tornasse heel, mantendo e aumentando o suspense e a ‘indecisão’ que, julgo, reina na cabeça dos directores da WWE.

John Cena venceu The Miz

Claro, era impossível haver outro resultado que não este. Cena não poderia, em condições normais, perder para The Miz. Há uma diferença abismal entre os dois e só uma interrupção de Big Show (que sinceramente aguardava) poderia dar outro desfecho ao combate. Felizmente o ‘gigante’ não interrompeu (porque isso significaria que teríamos que continuar a gramar com combates secantes entre aqueles dois) e Cena acabou por, com um verdadeiro “squash match” (5 minutos e 40 segundos) vencer o embate.

Randy Orton venceu Triple H
(WWE Championship – 3 Stages of Hell)
 

O combate principal da noite poderia ter sido muito melhor e acabou por assustar quando os dois primeiros desafios foram despachados em tão pouco tempo. No entanto, a Stretcher Match acabou por compensar. Se na primeira Randy se colocou em vantagem por DQ (após Triple H lhe enviar com a cadeira ao cérebro), na segunda o Hunter empatou após um pedigree ao lado do ringue.

Temia que este combate desiludisse tanto como o da Wrestlemania 25 mas foi um pouco melhor. Ainda assim, pessoalmente, começo a ficar algo ‘cansado’ de ver os combates de Orton serem decididos pelos restantes membros dos Legacy, sobretudo porque falamos de uma superstar com qualidade suficiente para resolver as coisas por si só. Neste aspecto, e só neste, lamento a gimmick da ‘víbora’.

A vitória, em si, também não surpreende e a feud continuará para outros ‘carnavais’.

Classificações

1 - Randy Orton vs Triple H (8/10)
2 - Chris Jericho vs Rey Mysterio (8/10)
3 – Edge e Chris Jericho vs Carlito e Primo vs Legacy (7/10)
4 - CM Punk vs Jeff Hardy (7/10)
5 - ECW Championship Scramble (7/10)
6 - Melina vs Michelle McCool (6/10)
7 - Dolph Ziggler vs The Great Khali (6/10)
8 - John Cena vs The Miz (6/10)

Melhor Wrestler

- Edge. O ‘Rated R Superstar’ continua a trazer títulos para a Smackdown e, sobretudo, continua a enriquecer o seu palmarés. Edge apareceu como participante surpresa, ao lado de Jericho, no combate pelos Unified Tag Team Titles e, claro, venceu com um spear em Carlito. O canadiano é a prova de que, mesmo em ‘tempos mortos’, é ‘pau para toda a obra’, todos os títulos, todas as surpresas…

Pior Wrestler

- The Great Khali. Pensei, pensei, pensei e decidi-me pelo gigante indiano. Khali perdeu para Dolph Ziggler (quem?) e foi atacado por Kane. O gigante não vai ter vida fácil na Smackdown e teve um PPV azarado.

Melhor momento

- O momento que mais me fez vibrar no The Bash foi, sem dúvida, a aparição de Teddy Long antes do combate pelos Unified TT Titles e a surpresa de ver Edge e Jericho juntos. A dupla canadiana é monumental (e como se complementam, quer em ringskills quer em arrogância). Bons tempos a regressarem?

Pior momento

- Não vi assim um mau momento que pudesse destacar mas talvez vos indique um que não me saiu muito depressa da retina. Durante a última semana vimos uma notícia que indicava que a WWE tinha alterado de vez o nome da Tag Team Cody Rhodes/Ted Dibiase (antigos Priceless para Legacy – stable que representam). No entanto, qual não é o espanto quando, na entrada de ambos vemos a palavra Priceless a letras garrafais. Mudaram de nome mas continuam a ostentar a mesma palavra? Uma pequena incoerência…

Amigos, o The Bash está passado em revista. Fiquem ‘sintonizados’ no PTW. Abraço! ;)

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15 Comentários a " Review: The Bash "

  1. Napster diz:

    Simplesmente concordo com tudo.

  2. b12 diz:

    Sinceramente, até estava a gostar do combate do Khaly vs Ziggler. Pena o Kane ter estragado tudo. O D Ziggler tem futuro, digo eu. É so a minha opiniao, que acham?

  3. Salvador diz:

    Review fenomenal, nem é preciso dizer mais nada!

  4. The Legend Killer diz:

    Antes estavam todos a espera que o Kane voltasse, agora que ele voltou so falam mal dele e do combate que estragou.
    Decidam-se pah.

    Como o Napster disse, concordo com tudo o que disseste.

  5. Knuckles diz:

    Excelente Review mas discordo em certos pontos.

    Primeiro a nota do combate de Rey com Jericho merece no mínimo um 9, combate que provavelmente concorrerá a combate do ano, tanto pela excelente química apresentado,como pelo seeling, fluidez de movimentos, psicologia do combate entre outros parâmetros.

    Depois o homem da noite. Edge não fez nada assim de tão relevante para levar esse distinto e honrado título psicológico (ou não) consigo. Foi uma noite normal. Para mim esse prémio vai sem dúvida para Rey pela sua jogado de dupla máscara, vencendo Jericho num campo onde este é um vil e implacável guerreiro, nos jogos psicológicos.

    O combate entre HHH e Orton foi uma valente merda, e friso, merda, não pela duração, mas pela falta de credibilidade. Estes dois não combinam em ringue. Para mim sem dúvida alguma dos piores combates da noite. Apesar da era onde nos encontramos, e mesmo tendo em conta os critérios e parâmetros de classificação, é cuspir no legado desta estipulação de combates.

    Miz e John Cena foi um combate até bom. Nenhum squash, pois apenas tiveram 6 minutos de combate. Cena precisava de um combate a dominar para voltar às lides do pop e apagar aquele golpe de submissão em Big Show no Extreme Rules. Miz precisava de uma prova de fogo no main event para saber “do que a casa gasta”. Resultado? Ambos conseguirão.

    De resto, tudo em concordância.
    Continua o excelente trabalho ;)

  6. Eira diz:

    o combate do Mysterio/Jericho, não merece um 10 porque seria injusto dar a mesma pontuação que o Taker/HBK na mania, mas merece um 9, 9,5 sem sombra de dúvida. o combate foi perfeito, assim como a feud, e com um final digno. esta feud impressionou me bastante, e o Rey e o Jericho deram grandes combates.

    o combate do Hardy e do Punk também foi muito bom, não deves ter visto o mesmo combate que eu, porque foi cheio de qualidade, merecia pelo menos um 9, no minimo, um 8,5.

    o combate do cena/miz merecia um 5 no máximo.

    Eu até gostei do combate entre o Ziggler e o Khali, pena o Kane estragar aquilo…

  7. PC diz:

    ”com um verdadeiro “squash match””

    O Cena vs Miz pecou pela falta de tempo; no entanto, foi bem trabalhado. O Miz dominou durante alguns minutos e, apenas quando tentou o mano-a-mano com o Cena, perdeu a vantagem.

    ”1 – Randy Orton vs Triple H (8/10)
    2 – Chris Jericho vs Rey Mysterio (8/10)”
    Triple H vs Orton – O HHH, supostamente lesionado na perna, não fez o selling; o Orton, na Raw passada, levou com a mala nas costas e puft, selling a roçar a nulidade. Aquelas duas falls praticamente seguidas assustaram. De Hell teve pouco.
    Chris Jericho vs Rey Rey – Para mim, o melhor combate da noite e, quiçá, candidato a melhor do ano. Discordo, portanto, na classificação atribuída aos combates.

    ”Michelle a aproveitar o joelho lesionado da adversária”
    Sem dúvida, selling muito bom por parte de Melina.

    Cumprimentos e continuação de bom trabalho.

  8. Vistaker diz:

    @b12

    Ziggler tem futuro, sem dúvida. É preciso é que lhe dêem espaço e oportunidades.

    @Knuckles

    Amigo, eu também gostei do Jericho vs Mysterio mas daí a considerá-lo candidato a melhor do ano também não me atrevia. Entre este e o Undertaker vs HBK (por exemplo) ainda vai uma grande diferença hã?

    Sobre o Triple H vs Orton percebo e até concordo quando dizes que é cuspir na história destes combates. De facto este nada tem a ver com aquele HBK vs HHH em 2002.

    Ah, e obrigado pelos elogios que me têm feito. São sempre motivadores para continuar (assim como as críticas)

  9. Salgado157 diz:

    começo a ficar mesmo fa das tuas previews e reviews.
    primeiro concordo sempre com a maioria, segundo escreves e defendes as tuas ideias de uma maneira coerente e simples.
    bom trabalho ficamos a espera das proximas :D

  10. gued diz:

    concordo com isso do punk e que o final ficou em aberto se virmos bem ate pode dar como eu ja tinha dito heel turn do jeff. mas mais nas proximas sd.

  11. Knuckles diz:

    @Vistaker

    Discordo. Para mim este Jericho vs Rey está ao nível do Taker vs Shawn. O épico combate da WM deveu-se a um final cheio de spots e near falls com uma pitada de emotividade à mistura, mas também com alguns Botches à mistura (por exemplo aquele movimento flyer de Undertaker que acertou no senhor da câmara, que quase custou o pescoço a Mark). Por isso não foi aquele combate celestial que todos pintam (matem-me lá). Reforço que para mim estiveram ao mesmo nível.

  12. Vistaker diz:

    @Knuckles

    Amigo, são opiniões, tanto a minha como a tua valem o que valem. No entanto, no final do ano nas habituais classificações não acredito nem um bocado que o Jericho vs Mysterio fique à frente do Taker vs HBK :s

  13. PiИИto® diz:

    - O ECW Championship Scramble Match foi normal e o final foi um bocado “pensado ao calha”. Mas também não esperava muito deste combate…
    - O Title vs. Mask, esse sim, esperava muito! E não me desiludiu, bem pelo contrário. Foi mesmo o melhor da noite para mim. O “Y2J” e o “Master Of 619″ apresentam uma química em ringue invejável. Final excelente.
    - Não gostei da interferência de Kane no combate. Adorei o facto do “Big Red Monster” regressar, é certo, mas penso que merecia um melhor regresso. Veio estragar por completo o combate entre o Dolph Ziggler e o Great Khali. Depois do “Punjabi Playboy” ter perdido por causa do Kane, feud avizinha-se para estes dois. Mais uma feud secante?
    - Adorei! Adorei! Adorei! Tal como disseste e muito bem, foi o momento da noite. Esta nova dupla campeã é simplesmente awesome. *.*
    - Penso que a vitória da Michelle McCool já era previsível. Mas até gostei, porque além de aplicar um finisher dos meus lutadores preferidos (AJ Styles), cumpriu também a promessa de ser a primeira Diva a já ter conquistado o Women’s Championship e o Divas Championship.
    - Não posso dizer que este combate me desiludiu, porque se o dissesse seria mentira. Simplesmente esperava um combate um pouco melhor entre ambos. O final foi bem pensado, mas notou-se lado heel do CM Punk.
    - Tal como o Salvador pertencer ao roster principal do WP, para o Miz já é uma vitória imensa participar num combate contra o John Cena num PPV. Como tu disseste, era impossível haver outro resultado que não este.
    - Também me senti assustado quando vi o Singles Match e o Falls Count Anywhere. Mesmo assim, penso que o combate foi melhor que o da WrestleMania XXV e por momentos pensei que o Triple H se tornaria WWE Champion novamente.
    - Quanto às classificações do combate, estão mais que bem atribuídas, mas o Mask vs. Title Mask, na minha opinião, foi o combate da noite. Secalhar uns 8.5/10 só para se destacar mais.
    - O nome Edge é sinónimo de campeão, tal como diz o meu amigo Bruno@. Concordo com tudo o que escreveste acerca do melhor e pior wrestler e melhor e pior momento.

    Mais uma óptima Review agradável de se ler!!! Escrita muito boa, tudo bem sintetizado e melhor do que ler esta Review só mesmo ver o PPV. Vistaker em grande! Continua! ;D

  14. Cláudio diz:

    Review muito acima da média. Parabens.

  15. Tiago Mendes diz:

    eu acho que foi bom e acho que o edge so ganha assim os titulos porque de outra maneira não é capaz

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