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Freedom, Caos and Critic #2 – Memorial

Boas tardes, a minha ideia de escrever sobre este tema seguiu-se a quando soube que Andrew Martin tinha falecido. Penso que têm de se falar destas coisas, destes temas porque só assim podemos compreende-los e seguir em frente. Por isso, convido toda a gente a ler a crónica e a dizer o que pensa, sobre ela se quiserem, mas mais importante, sobre o que sentem com estas perdas e sobre este tema.

Memórias. Coisinhas engraçadas não são? No dia-a-dia, raramente nos lembramos delas. Talvez porque estamos demasiado ocupados com as nossas vidas miseráveis ou com o que pretendemos fazer delas. Ai, se víssemos as nossas memórias com uma maior frequência? Sem dúvida não tomaríamos os mesmos erros, ou por ventura, teríamos mais cuidado.

Memórias. Antigas, recentes, intemporais memórias. “Seres” que nos afligem, orgulham, ferem, fazem sofrer e nos alegram. Malditas benfeitoras memórias.

Porque nos atormentam elas? Memorias de infância, memorias de belas raparigas a seduzir, memórias de férias bem passadas no Algarve (já que todos os Portugueses, numa época do ano, passam por lá). E ainda, memórias de pessoas. Pessoas que nos marcam de uma maneira ou de outra. Pessoas que sacrificam as suas próprias vidas, o seu corpo, a sua alma, as suas famílias, por entretenimento de outros. Refiro-me claro aos wrestlers profissionais. Todos em geral já que, convenhamos, de uma maneira ou de outra, o John Cena marca-nos assim como Jeff Hardy’s, Shawn Michaels’s, e Undertaker’s. Mas não irei falar destes, pelo menos agora neste artigo.

“Absolutely, perfect”, “Viva La Raza!”,”Crippler Crossface! Crippler Crossface!”. Quem não se lembra destas frases? Neste momento, queria que cada um olhasse para dentro de si, e visse. Observa as memórias que guardas de Benoit, Guerrero, Perfect, Mike Awesome, Fabolous Moolah, Test, entre muitos outros. Que sentes?

Nos últimos 10 anos foram mais de 30 os wrestlers que morreram pelos mais diversos motivos. Overdoses, simples ataques cardíacos, suicídios, doença prolongada ou simples complicações cirúrgicas. No entanto, e agora espero que concordem, surge aliada a imagem do wrestling uma ideia de drogas, overdoses. Esta ideia é impulsionada pelos físicos abomináveis de alguns lutadores como John Cena, Scott Steiner, Batista entre outros. Para além disto, casos como o de Eddie Guerrero e Chris Benoit salientaram/intensificaram ainda mais esta ideia. A meu ver é mal fundada. Actualmente existem medidas de “prevenir” que estes casos aconteçam e todos os lutadores têm, ou deveriam, submeter-se aos testes de rastreio. Com a pesquisa elaborada pela minha pessoa, analiso que poucos são os wrestlers a sofrer de overdoses nos últimos 10 anos, sendo a causa de morte mais usual, o ataque cardíaco.

Falo por mim quando afirmo que cada vez que ouço/vejo, qualquer coisa do género, que alguma pessoa morreu, pessoa essa que nunca conheci e vi fora do quadradinho mágico, algo me penetra. Algo entra pelas minhas entranhas e me ataca com todas as suas mandíbulas. Que me paraliza! Que me choca! Que me faz sentir, simultaneamente, mais e menos humano. Menos, porque não fui capaz de me aperceber da importância de alguém semelhante e diferente a mim. Mais, porque sinto! Sinto a dor. E o que me resta? Memória que só espero não se encubram como o ser humano o está.

Penso que não sou o único a sentir o mesmo quando nos deparamos com uma notícia destas… NÃO IMPORTA, se matou a família e matou-se a si a seguir, o QUE IMPORTA, meus leitores, e o que ele nos deixou. Memórias. Nada mais, nada menos do que simples memórias. Memórias dos tempos em que passamos a idolatrar tais personagens, memórias dos tempos em que éramos entretidos por eles, memórias dos seus movimentos, memórias das rivalidades estúpidas, sem nexo que tiveram, memórias… Mas será que dão o devido valor a estas memórias? A estas pessoas? Creio que não. Parece que o que conta, actualmente, é como morremos e não o que fazemos durante esta passagem de vivencias. Triste coisa, não é verdade? Resume-se simplesmente à eterna sabedoria de guardar no baú as noites em branco e as palavras tristes.

PS1: Peço desculpa por não ter postado a semana passada, não se voltará a repetir.
PS2: Espero que tenham gostado, eu pessoalmente, nem sei o que acho. Estou com carga muito negativa e isso pode trespassar para o papel.
PS3: Peço novamente que comentem. Criticas são aceites desde que construtivas.
PS4: Bom fim de aulas a todos. Finalmente.
PS5: Vemo-nos para a semana.

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8 Comentários a " Freedom, Caos and Critic #2 – Memorial "

  1. tb diz:

    Gostei mesmo muito da crónica e…
    ate’ que enfim que alguém me compreende.
    Falo claramente de Chris Benoit.
    E’ difícil quase não cair as lágrimas quando em plena WrestleMania XX, Eddie e Chris Benoit se abraçam entre lágrimas .
    Ditaria o destino que em pouco mais de 3 anos, ja’ nenhum deles ca’ estaria .

  2. sonic diz:

    Como está referido na crónica tambem acho que muitas pessoas neste caso os fãs da wwe e do wrestling em geral ,não deviam ver o benoit pelo lado negativo pois antes dele ter feito a asneira que fez , davanos alegrias , optimos combates etc etc etc e muitos gostavam dele e depois de ele ter se suicidado já reparaste que parece que muitos o odeiam , mesmo ele estando morto. Para mim o benoit apesar de ter feito o que fez vai ficar sempre na historia.
    Quanto a crónica está muito boa mesmo , gostei de a ler.
    AH e desculpa la tratarte por “tu” DirtCrit.
    Sonic

  3. Jekod diz:

    Quem disser que nao sente falta de estar a ver wrestling e ouvir o theme do Eddie ou do Benoit e porque e “parvo”

    Nao custumo ler as cronicas , esta li e gostei
    KG ;)

  4. Editor diz:

    Bastante Bom Dirtcrit parabens :)

  5. chris benoit diz:

    muito boa cronica. as saudades apertam benoit the very best.R.I.P

  6. Jaker diz:

    “NÃO IMPORTA, se matou a família e matou-se a si a seguir, o QUE IMPORTA, meus leitores, e o que ele nos deixou.”

    Que filosófico. Ou seja, John Cena pode rebentar com a América, e com a tua família, mas o que interessa foram os belos momentos que ele nos proporcionou. Amén.

  7. Salvador diz:

    Admiro o Benoit como lutador, não como pessoa. Mesmo sabendo que as suas atitudes deveram-se, e muito, ao Wrestling (medicamentos e merdas assim que lhe alteraram o “sistema”).

    Agora, não podemos dizer que o Benoit foi um mau lutador, etc pelo que fez. Aposto que quando o DirtCrit escreveu “é o que ele nos deixou.” estava a referir-se deixar dentro do ringue, não fora dele.

  8. DirtCrit diz:

    obrigado a toda a gente pelos comentários. Obrigado mesmo. E, para registo, era isso que queria dizer Salvador.

    DirtCrit

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